O verdadeiro custo do ecossistema Apple: Domine seu iPhone atual antes que a próxima geração assalte seu bolso
Lá atrás, a gente precisava caçar aplicativos de terceiros na App Store só para conseguir gravar o que estava rolando na tela do celular. Era um transtorno. Hoje, se você tem um iPhone ou iPad rodando o iOS 11 ou alguma versão mais recente, essa dor de cabeça simplesmente sumiu. A Apple embutiu o recurso direto no sistema, facilitando a vida de todo mundo de um jeito que, em questão de três minutos, você captura e edita o que precisar.
O esquema para habilitar isso é bem direto. Primeiro, você dá um pulo no aplicativo de Ajustes do aparelho, rola um pouco a tela para baixo e entra na Central de Controle. Lá dentro, é só procurar a opção “Gravação da Tela” e bater o dedo naquele ícone verde de “+” do lado dela. Isso vai jogar a ferramenta direto para a sua lista de controles inclusos.
Aí, quando a necessidade bater, é só puxar a própria Central de Controle. Se você está com um modelo mais novo, basta deslizar o dedo para baixo a partir do canto superior direito. Se ainda é apegado aos iPhones mais antigos com botão Home, puxa de baixo para cima. Vai aparecer um ícone novo: um pontinho dentro de um círculo. Tocou ali, o botão fica vermelho e o sistema te dá exatos três segundos de contagem regressiva para você se preparar antes de começar a gravar.
Tem um detalhe que muita gente deixa passar, que é a questão do áudio. Vira e mexe o microfone fica desativado por padrão nessas capturas. Para contornar isso, em vez de só dar um toque rápido no botão de gravar, você segura o dedo pressionado em cima dele. Vai abrir um menu extra com o ícone do microfone, aí é só ativá-lo antes de iniciar a gravação. Para finalizar o vídeo, basta tocar na barra vermelha que fica lá no topo da tela e confirmar a parada, ou simplesmente abrir a Central de Controle de novo e desmarcar a gravação. Uma notificação vai avisar que o arquivo foi parar no seu app Fotos, prontinho para ser editado. E se você quiser pular etapas, naquele mesmo menu onde você ativa o microfone, dá para escolher mandar o vídeo direto para aplicativos como Gmail ou Discord.
Aproveitar essas ferramentas nativas sem gastar um centavo a mais é excelente. O problema é que o hardware robusto que sustenta esse ecossistema lisinho está entrando numa espiral de custos que a gente não via há algum tempo. Se você já acha o seu iPhone caro hoje, é bom sentar, porque a conta das próximas gerações vai chegar pesada.
O mercado de tecnologia está prestes a repassar uma fatura bem indigesta para os consumidores, e o alvo principal atende pelo nome de iPhone 18 Pro e sua variante Max. A raiz do problema? Memória RAM. A corrida desenfreada pela Inteligência Artificial fez com que as gigantes do setor começassem a varrer os estoques de chips de memória do mercado global. Como as empresas de IA estão dispostas a comprar volumes absurdos de hardware — ofuscando até mesmo os pedidos imensos da Apple —, o que sobra para os dispositivos focados no consumidor final fica escasso.
Até o momento, o próprio Tim Cook vinha tentando segurar as pontas. A Apple assumiu grande parte desse aumento nos custos de produção para blindar o usuário, mas o CEO já jogou a toalha e admitiu que o cenário virou insustentável. Tentar mitigar essa enxurrada de repasses na cadeia de suprimentos chegou ao limite, tornando o aumento de preços nas prateleiras algo completamente inevitável daqui para frente.
Para você ter uma noção do tamanho do estrago financeiro, a empresa de pesquisa TechInsights, em uma análise recente passada ao The Wall Street Journal, calculou que a Apple vai precisar embutir um aumento de pelo menos 270 dólares no iPhone 18 Pro só para conseguir manter a margem de lucro atual intacta. Colocando isso em perspectiva: se o iPhone 17 Pro bate na casa dos 1.099 dólares no mercado americano, o sucessor dele pode saltar facilmente para assustadores 1.369 dólares.
E não pense que a dor no bolso vai esperar até os lançamentos de setembro para acontecer. Essa mesma inflação do silício pode encarecer a linha de Macs e iPads bem antes dos celulares. No fim das contas, a tecnologia evolui e o software fica cada vez mais independente, mas o pedágio cobrado para se manter com o hardware de ponta da maçã está virando um luxo quase proibitivo. Fica aí o questionamento sobre até que ponto faz sentido correr atrás da próxima grande novidade quando a máquina que já está na sua mão dá conta do recado tão bem.
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